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Um Vazio Chamado Carnaval

Me dê motivos para viver!” clama a alma do homem. Ainda que a preguiça sugira que possamos viver sem motivos, boiando nas ondas da mera existência, são os poucos que conseguem enfrentar a dureza do dia-a-dia sem ter em vista algum alívio. Batalhamos para descansar.

Me dê uma alegria que dure além do final de semana!“, clama a alma do homem. As frustrações do dia-a-dia parecem vencer diariamente; todo momento de euforia contêm um elemento de tristeza. O time que conquistou o campeonato vai perder futuros campeonatos. O casamento, com todo seu brilho, enfrentará momentos de escuridão.

Quero participar de algo maior que eu!“, clama a alma do homem. Nossa pequenez é insatisfatória. Nosso legado, por maior que seja, não será conhecido por todos por todo o tempo.

E então o Carnaval se apresenta como essa alegria imensurável. “Vinde até mim, vós que estais cansados, e eu vos alegrarei!

Mas quanto maior a promessa, maior a decepção. Descobre-se que a ilusão nunca preenche o vazio; antes, o alimenta. Depois do carnaval, das prestações, e da ressaca, o clamor se amplifica.

Entende-se a frase do malfeitor na cruz: “Lembre-se de mim…” Ele havia seguido um caminho de crime para tentar encontrar o paraíso. Nós seguimos outros caminhos, mas a procura do mesmo destino. Queremos satisfação plena.

Ao longo da sua vida, o malfeitor conheceu inúmeras ilusões que haviam lhe garantido: “Hoje estarás no paraíso“. Mas desta vez é diferente. O Salvador lhe diz, “Hoje estarás comigo no paraíso.” O paraíso está em segundo plano. Em foco está o Salvador. Estarei com Ele. E aonde Ele estiver, ali é paraíso.

Foi naquele momento que o malfeitor entendeu: o paraíso sem o Redentor torna-se um inferno. Mas com Ele, até a morte na cruz torna-se celestial.

O clamor virou louvor. Inundado por glória, o vazio se foi!


Fonte: daniel.gardner.nom.br

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