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Pergunta 46 – O que é proibido no segundo mandamento?

46. Pergunta. O que é proibido no segundo mandamento?

Resposta. O segundo mandamento proíbe a adoração a Deus através de imagens (1) ou qualquer outro modo que não está mostrado na Sua Palavra (2).

46.1 O segundo mandamento proíbe a adoração a Deus através de imagens (1) ou qualquer outro modo que não está mostrado na Sua Palavra (2).

Dt 4.15-16. “Guardai, pois, com diligência as vossas almas, pois nenhuma figura vistes no dia em que o Senhor, em Horebe, falou convosco do meio do fogo; para que não vos corrompais, e vos façais alguma imagem esculpida na forma de qualquer figura, semelhança de homem ou mulher”.

Observações de Pastor Ron Crisp:

Deus não está proibindo o desenvolvimento da arte ou arquitetura, mas sim as criações humanas não autorizadas na adoração. Deus deve ser adorado de acordo com as Escrituras (Mt 15.3). A morte de Cristo, por exemplo, se faz conhecida através da pregação do evangelho (I Co 15.3-4) e é representada na Ceia do Senhor (I Co 11.26). O uso do crucifixo é totalmente proibido. Deus não deve ser retratado ou representado através de escultura ou mesmo pelas coisas presentes na natureza (Êx 20.4-6; Rm 1.23)

Como sempre, aqueles que nisto desobedecem a Deus tentam defender sua conduta. Note algumas maneiras como isto tem sido feito:

A. O antigo escritor Católico Gregório escreveu: “As imagens são os livros dos iletrados”. Ele achava que as pessoas de mente simples eram ajudadas através das imagens visíveis. Se ele tivesse estudado a Bíblia saberia que os ídolos são professores pobres (Jr 10.8; Hc 2.18).

B. Os homens têm argumentado de que Deus usou de símbolos na manifestação da Sua presença. Isto erra o ponto. O que Deus autoriza é legítimo, mas a criação dos homens é proibida. Em que lugar das Escrituras encontramos os santos utilizando estátuas de Cristo ou imagens de Deus?

Aqueles que fazem uso deste argumento se esquecem da diferença entre um tipo ou símbolo e uma imagem. A arca de Noé era um tipo e não uma imagem do Salvador. O Tabernáculo continha muitos “tipos” de Cristo, mas não havia imagem de Deus naquele lugar. Isto é especialmente importante quando nos lembramos que havia imagens de querubins no Santo dos Santos, mas nenhuma imagem do Deus invisível.

Para prevenir o uso não autorizado da arte na adoração, Deus relembra Israel que quando Ele desceu no Monte Sinai eles não viram nenhuma figura (Dt 4.15-16). Considere também que mesmo quando Deus os mandou criar algo como a serpente de bronze, Ele não queria que isto se tornasse objeto de adoração (II Rs 18.4).

C. A defesa comum dos idolatras é “nós adoramos a Deus não a imagem”. Eles não somente erram no ponto em que Deus deve ser adorado segundo as Escrituras em espírito como também se esquecem que os adoradores pagãos usam o mesmo argumento. Os Judeus que adoraram o bezerro de Arão diziam que era apenas um símbolo de Jeová (Êx 32.1-5). Isto foi agradável a Deus?

Deus deve ser adorado no coração, não pintado ao olho – T. Watson.

O Perigo da Idolatria – Êxodo 20:5 – Ron Crisp

A. Deus é zeloso – Nós O provocamos a ira quando damos ao outro ou à alguma coisa a glória devida a Ele (Is 48.11; Rm 1.23).

B. Deus julga este pecado. É triste vermos que mesmo as crianças dos idólatras podem ser infectadas e prejudicadas por isso (Êx 20.4-6). Perceba a miséria dos países idólatras.

A frase “visito a iniqüidade dos pais nos filhos” comunica-nos que Deus punirá essa iniqüidade de idolatria ou adoração errada até nos filhos. Não diz que a alma dos filhos é condenada ao inferno pelo pecado dos pais mas diz os filhos receberão punição nesta vida pelo pecado dos pais. Isto Ele fez repetidamente (I Rs 14.10; II Rs 5.27; 10.7; Is 14.21). Portanto os pais devem ouvir bem a instrução desse mandamento pois Deus odeia as imagens e qualquer falsa adoração tanto que Ele visita “a iniqüidade dos pais nos filhos”.

C. Os ídolos são “professores da mentira”. Aqueles que dizem ensinar o evangelho através das imagens nunca pregam a verdade do evangelho (I Co 1.21). Os homens são salvos ao ouvir o evangelho e não ao contemplar a arte (Rm 1.16, 17).

Os que usam imagens na adoração odeiam Deus, “daqueles que Me odeiam”. Pode ser que pelas imagens exista um amor pretendido, mas, a Deus, é uma ação de ódio contra Ele. É ódio pois tal tipo de adoração proibida é contra a Sua vontade revelada. Os que pretendem amor a Deus pelas imagens geralmente odeiam a Sua imagem nas vidas dos Seus filhos verdadeiros e os perseguem (T. Watson).

Um argumento para afastar-nos de adoração incorreta é a misericórdia de Deus (v. 6). As bênçãos da Sua misericórdia livre, espontânea, poderosa, superabundante “aos milhares” que o adoram é uma poderosa razão a sermos prudentes na adoração a Deus. Pode ser que Ele visite a iniquidade até a quarta geração, mas as Suas misericórdias são feitas “a milhares” (T. Watson).

Versículo para memorizar: Ex 20.4, “Não farás para ti imagem de escultura, nem alguma semelhança do que há em cima nos céus, nem em baixo na terra, nem nas águas debaixo da terra”.

46.2 O segundo mandamento proíbe a adoração a Deus através de imagens (1) ou qualquer outro modo que não está mostrado na Sua Palavra (2).

Aqui, uma sinédoque está utilizada. A proibição está declarada “não farás para ti imagens” e, junto com a clara proibição, tudo que pode ser adoração falsa é incluído. A sinédoque fala d e uma parte para incluir o todo. Além da proibição de adorar a Deus através de imagens, é implícito nesse segundo mandamento que qualquer maneira errada de adorar a Deus é proibida também.

Somos ensinados: Tenha cuidado e afasta-se de toda superstição. Superstição (At. 17.16-22) é trazer qualquer cerimônia, invenção ou inovação que Ele nunca mandou para ser usada na adoração de Deus. A superstição é uma afronta à honra de Deus, pois sugere que Ele não é sábio suficientemente em ordenar a maneira da Sua própria adoração. Aquilo não mandado por Deus na adoração é tido como “fogo estranho” a Deus e certamente será julgado (T. Watson).

“O justo viverá da fé” (Rm 1.17; Gl 3.11; Hb 10.38). A Palavra de Deus é que nutre a sua alma (Cl 3.10). Devemos adorar a Deus espiritualmente, nos Seus atributos e em Cristo “O qual é imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação;” (Cl 1.15 – T. Watson)

Como a adoração errada é tida por Deus como se Ele fosse odiado, a adoração correta é tida por Deus como estamos O amando (v. 6). Se desejares mostrar o seu amor a Deus, se limite àquela adoração “em espírito e em verdade” que Ele deseja (Jo 4.24). Tanto mais adoração no temor a Deus, mais amor a Ele expressamos (T. Watson).

Cl 2.18. “Ninguém vos domine a seu bel-prazer com pretexto de humildade e culto dos anjos, envolvendo-se em coisas que não viu; estando debalde inchado na sua carnal compreensão”.

Advertência: As igrejas Batistas precisam tomar cuidado na representação da divindade de Deus através de figuras, peças teatrais e filmes. O que os profetas e apóstolos pensariam a respeito das igrejas Batistas que tem atores representando a Cristo em filmes e peças teatrais. Cristo é revelado no evangelho. Ele é visto e recebido pela fé (R Crisp).

Quando diz no versículo 6 “aos que guardem os meus mandamentos” convém observar que “guardar a lei” é diferente de “cumprir a lei”. Cristo cumpriu a lei para a nossa justiça. Nós guardamos (# 8104 – observar, preservar, ser encarregado, Strong’s), a lei para ter a conduta que Lhe agrada.

Ore a Deus que Ele guarde a sua alma de adorar Deus erradamente. Aquele que vigia e ora não cairá nessa abominação de adoração errada. Sl 119.117, “Sustenta-me, e serei salvo, e de contínuo terei respeito aos teus estatutos”.

Louvai a Deus pela revelação da Sua Pessoa na face de Jesus Cristo pelas Escrituras. Agradece a Deus pelo modelo da adoração correta que tem nos dado e nos mostrou pela igreja primitiva.

Pregue todo o conselho de Deus! Onde a pregação faltou, a idolatria apareceu. Onde abunda a pregação das Escrituras, o aperfeiçoamento do Cristão será evidente (II Tm 3.16, 17).

Cristo é o real Substituto para os pecadores que se arrependem e crêem nEle pela fé. Esses têm a vida eterna (Jo 3.16, 36), uma nova natureza que deleita-se na lei de Deus (Rm 7.22) a qual capacita a adorar como Deus deseja, ou seja, em espírito e em verdade (Jo 4.24). Essa nova natureza é nutrida pela Palavra de Deus (I Pe 2.2; Cl 3.10). Não há lugar para imagens da divindade na vida daquele justo que vive da fé. Não há lugar para a natureza pecaminosa na adoração que Deus deseja.

Versículo para memorizar: Ex 20.4, “Não farás para ti imagem de escultura, nem alguma semelhança do que há em cima nos céus, nem em baixo na terra, nem nas águas debaixo da terra”.

Compilado pelo Pastor Calvin Gardner
Correção gramatical: Edson Elias Basílio, 04/2008 e
Robson Alves de Lima 11/2011 Fonte: www.PalavraPrudente.com.br

Published inBíbliaCatecismo de C. H. Spurgeon

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