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Pergunta 43 – O que se exige no primeiro mandamento?

O Primeiro Mandamento

43. Pergunta. O que se exige no primeiro mandamento?

Resposta. O primeiro mandamento exige que conheçamos (1) e reconheçamos Deus como nosso único Deus verdadeiro (2) e adorar e glorificá-lO assim (3).

43.1. O primeiro mandamento exige que conheçamos (1) e reconheçamos Deus como nosso único Deus verdadeiro (2) e adorar e glorificá-lO assim (3).

I Crônicas 28.9, “E tu, meu filho Salomão, conhece o Deus de teu pai”.

Deus deseja ser conhecido por Seu povo: Ml 1.6, “O filho honra o pai, e o servo o seu senhor; se Eu sou pai, onde está a Minha honra? E, se Eu sou senhor, onde está o Meu temor? diz o SENHOR dos Exércitos a vós, ó sacerdotes, que desprezais o meu nome. E vós dizeis: Em que nós temos desprezado o teu nome?”

A aliança da graça, feita logo após a queda do homem (Gn 3.15), relembrada depois do dilúvio (Gn 9.6) em Abraão (Gn 12.1-3), nos Salmos (Sl 105.4-11) e pelos profetas (Jr 31.33; 32.40; Ez 16.60) findará com o povo de Deus O conhecendo como seu Deus e eles sendo conhecido por Seu povo por Ele (Ap 21.3, “E ouvi uma grande voz do céu, que dizia: Eis aqui o tabernáculo de Deus com os homens, pois com eles habitará, e eles serão o seu povo, e o mesmo Deus estará com eles, e será o seu Deus”.)

Você é participante nessa graça? Is 55.6, “Buscai ao SENHOR enquanto se pode achar, invocai-o enquanto está perto. Deixe o ímpio o seu caminho, e o homem maligno os seus pensamentos, e se converta ao SENHOR, que se compadecerá dele; torne para o nosso Deus, porque grandioso é em perdoar”.

Para conhecer Deus é necessário estar em Cristo – Jo 3.36; 14.6. Qualquer um pode entrar em Cristo pelo arrependimento dos seus pecados e pela fé posta em Jesus – Rm 10.8-13; II Co 5.21.

Se já é salvo, conheça o Seu Deus! O povo que conhece o Seu Deus fará proezas (Dn 11.32). Portanto:

Estude a Sua palavra – I Pe 2.2; II Tm 2.15; 3.16, 17.

Aplique a Sua palavra à sua vida assim conformando-se a imagem do Seu Filho – Rm 8.29; Cl 3.10.

Pregue Cristo a todo mundo para que os outros possam O conhecer – Rm 10.14, 15.

Versículo para memorizar: Êxodo 20.3. “Não terás outros deuses diante de mim”.

43.2. O primeiro mandamento exige que conheçamos (1) e reconheçamos Deus como nosso único Deus verdadeiro (2) e adorar e glorificá-lO assim (3).

Deuteronômio 26.17. “Hoje declaraste ao Senhor que ele te será por Deus, e que andarás nos seus caminhos, e guardarás os seus estatutos, e os seus mandamentos, e os seus juízos, e darás ouvidos à sua voz”.

Êxodo 20.3. “Não terás outros deuses diante de mim”.

Alguém disse que “Deus criou o homem a sua imagem e o homem retribuiu o favor”. Esta declaração, ainda que irreverente, indica uma grande verdade. Os homens estão sempre ocupados na criação de novos deuses. Na maioria das vezes isso envolve a reformulação de seus conceitos a respeito do verdadeiro Deus. Isto é causado pela inimizade natural do homem contra Deus (Romanos 1:23). Até mesmo o povo de Deus é alertado contra este perigo (Deuteronômio 6:14-15).

Quando Deus diz “Não terás outros deuses” Ele proíbe a adoração a um deus falso em vez do verdadeiro (Jr 2.27) e proíbe a adoração dEle junto um falso deus como em II Rs 17.33, “Assim temiam ao SENHOR, mas também serviam a seus deuses”. O servir a um outro deus é tido por Deus de ser deixado, abandonado ou negligenciado. Isso Ele não suporta (Jz 2.11-15). É melhor que reconheçamos Deus como nosso único Deus verdadeiro.

Sete vezes a Bíblia denota a verdade que Deus é um Deus zeloso (Ex 20.5; 34.14; Dt 4.24; 5.9; 6.15; Js 24.19; Na 1.2). Dizer que Deus é zeloso significa que Ele tem desvelo ardente para a Sua glória. É o Deus Todo-Poderoso que estamos provocando quando temos outros deuses. Mas, nós dizemos: Somente adoramos o único Deus. Apesar de não termos deus de fundição nas nossas casas, será que não temos um outro deus que velamos mais que Ele?

Confiar em outro qualquer coisa mais que Deus, torna aquilo em um deus. Aquilo que tem a maior parte do nosso coração é um deus a nós. Por exemplo:

Riquezas – Nas riquezas podemos achar conforto, mas nelas não devemos confiar. Elas seduzem (Mt 13.22). Não são o que prometem pois prometem satisfazerem os nossos desejos, mas os aumentam. Prometem ficar conosco, mas criam asas e voam (Pv 23.5). Sedutoras são as riquezas. Elas parecem inócuas, mas por elas o coração se eleva (Ez 28.5) e o amor delas traz dores (I Tm 6.10). Se fazemos do dinheiro nossa esperança negamos a Deus (Jó 31.24-28). Se são as riquezas que nos alegram quando tristes, ou nos conforta nos perigos, elas tornaram ser um deus a nós. Um avarento é um idólatra pois faz um deus das riquezas, dele ou as de outro. É bem melhor que reconheçamos Deus como nosso único Deus verdadeiro e não nossas posses.

O braço de carne – Jeremias 17.5 nos diz, “Assim diz o SENHOR: Maldito o homem que confia no homem, e faz da carne o seu braço, e aparta o seu coração do SENHOR”. O confiar nas capacidades próprias ou nas de outros é de apartar o nosso coração do SENHOR. Quando os sírios enchiam a terra acreditaram que esmagariam os israelitas que eram como dois pequenos rebanhos de cabras por eles mesmos serem tão numerosos. Todavia naquilo que o homem confiava, o braço de carne, Deus causou ser a sua vergonha (I Rs 20.26-30). É melhor que reconheçamos Deus como nosso único Deus verdadeiro em vez de qualquer braço de carne.

A sabedoria nossa – Jr 9.23 nos avisa, “Não se glorie o sábio na sua sabedoria”. A sabedoria pode nos desamparar. Aitofel aconselhava Absalão, como se fosse consultada a Palavra de Deus, mas, em tempo, seu conselho foi o que o envergonhou, e no fim, ele se destruiu (II Sm 16.23; 17.14,23). Se se gloria na sua sabedoria, endeusa-a. É melhor que reconheçamos Deus como nosso único Deus verdadeiro e não gabar da nossa inteligência.

As boas maneiras – Podemos ser fartos de formalidades e ainda não sermos transformados (Lc 18.11-14). Se confiarmos nas nossas maneiras polidas, tecemos uma teia de arranha. Melhor que Deus cresça pelos nossos inter-relacionamentos na sociedade e que nós diminuamos (Jo 3.30, 31). É melhor que reconheçamos Deus como nosso único Deus verdadeiro do que nossa polidez.

Nossas obediências – Se confiamos nas nossas obediências para nos salvar, fazemos delas um deus. Não devemos negligenciar nem idolatrar nossas obediências. Nossas justiças são trapos de imundícia a Deus (Is 64.6). As nossas orações e atenção à Palavra de Deus trazem nos crescimento na graça de Deus mas, em si mesmos, não salvam. São boas essas obediências, mas são fracos salvadores. É melhor que reconheçamos Deus como nosso único Deus verdadeiro e não os nossos esforços.

Os prazeres – Nos últimos tempos terão os que são “mais amigos dos deleites do que amigos de Deus” (II Tm 3.1-5). Jó disse que os ímpios “Levantam a voz, ao som do tamboril e da harpa, e alegram-se ao som do órgão” (Jó 21.12), mas será que não existem estes entre os cristãos? Por uma hora a mais de sono a adoração pública de Deus é deixada; por mais conforto no lar o dízimo é retido, sem saber que o coração dos tolos está na casa de alegria (Ec 7.4) e que os que são inimigos da justiça fazem do seu ventre um Deus (Fp 3.19). Não devemos viver para prazeres, mas nossos prazeres devem vir por agradar a Deus (Pv 10.22; Sl 1.2-6). Assim reconheçamos Deus como nosso único Deus verdadeiro.

Nossos filhos – Criar os filhos toma tempo e preocupação e por eles devemos nos esforçar a criá-los bem. Todavia a educação que damos a eles deve ser na doutrina e admoestação do Senhor (Ef 6.4). Status, bens, escolaridade, ou amizades que tornam a ter mais atenção e dedicação faz que os filhos ocupem o lugar de Deus em nossos corações. Criando nossos filhos na Palavra de Deus estamos ensinando-os que é certo que reconheçamos Deus como nosso único Deus verdadeiro.

Versículo para memorizar: Êxodo 20.3. “Não terás outros deuses diante de mim”.

43.3. O primeiro mandamento exige que conheçamos (1) e reconheçamos Deus como nosso único Deus verdadeiro (2) e adorar e glorificá-lO assim (3).

Mateus 4.10. “Ao Senhor teu Deus adorarás, e só a ele servirás”.

A adoração que Ele pede é “em espírito e em verdade” (Jo 4.24). Sendo regenerado o Cristão tem um homem novo, um homem interior que os que não são salvos não têm. O Cristão é vivificado no espírito e por este espírito ele adora a Deus (Jo 3.5-8; Ef 2.1; I Co 6.20).

Adoramos a Deus em espírito quando temos cuidado naquilo em que mais somos na Sua imagem. O espírito é mais nobre que o corpo, portanto devemos pôr valor em nosso espírito mais no que no corpo. A nossa alma, através do espírito tem mais comunhão com a natureza divina e, portanto, merece o nosso maior cuidado. Aquilo que tem a imagem do Espírito em nós deve ser valioso. Davi, entendendo esse valor, chama a sua alma a sua predileta (Salmos 35.17). Manifestamos pouca reverência para Deus Espírito quando não cuidamos do nosso espírito.

Adoramos a Deus em espírito quando desviamos daqueles pecados que são espirituais. O Apóstolo Paulo fez diferença entre a imundícia da carne e a do espírito. Devemos nos purificar de todo pecado, tanto da carne quanto do espírito para sermos aperfeiçoados em santificação (II Coríntios 7.1). Pela imundícia da carne corrompemos o corpo, aquilo que o homem vê e usa para servir Deus diante do homem. Pela imundícia do espírito corrompemos aquilo que, na sua natureza, tem parentesco ao Criador, e é pelo qual intimamente servimos a Deus e o qual Ele vê particularmente. Quando fazemos o nosso espírito o anfitrião de imaginações vãs, desejos imundos, e afeições torpes, pecamos contra a excelência de Deus em nós; contaminamo-nos naquilo pelo qual temos comunicação e vida com Ele, o nosso espírito. Pecados espirituais são os piores pecados, pois como a graça em nossos espíritos nos conforma ao fruto do Espírito Santo, assim os pecados espirituais nos contaminam com semelhanças ao espírito depravado, o dos anjos caídos (Efésios 2.2,3). Pecado na carne transforma homens em brutos; pecados espirituais conformam-nos à imagem de Satanás. De maneira nenhuma devemos fazer dos nossos espíritos um monturo, mas, pela renovação dos entendimentos, por pensar no que é puro, justo e divino, seremos transformados para saber e realizar qual é a perfeita vontade de Deus (Filipenses 4.8,9; Romanos 12.1,2).

Essa transformação é espiritual (João 3.3, 5-8). É por Cristo (Efésios 1.3, 7, 13; 2.13-18). Já se arrependeu dos pecados e creu pela fé em Cristo Jesus? Já está à hora!

É honrável servir a Deus mais de ter reis nos servindo: Sl 84.10, “Porque vale mais um dia nos teus átrios do que mil. Preferiria estar à porta da casa do meu Deus, a habitar nas tendas dos ímpios”.)

É fonte de alegria servir o Único Deus Vivo e Verdadeiro: Pv 3.13-18, “Bem-aventurado o homem que acha sabedoria, e o homem que adquire conhecimento; Porque é melhor a sua mercadoria do que artigos de prata, e maior o seu lucro que o ouro mais fino. Mais preciosa é do que os rubis, e tudo o que mais possas desejar não se pode comparar a ela. Vida longa de dias está na sua mão direita; e na esquerda, riquezas e honra. Os seus caminhos são caminhos de delícias, e todas as suas veredas de paz. É árvore de vida para os que dela tomam, e são bem-aventurados todos os que a retêm”.

É um dever cumprir nossos votos a Deus. Pelo batismo temos registrados publicamente nossa aliança com Deus e o Seu tipo de igreja. Cumprindo nossos votos a Ele negamos adoração a qualquer outro. Mt 12.30, “Quem não é comigo é contra mim; e quem comigo não ajunta, espalha”.

Êxodo 20.3. “Não terás outros deuses diante de mim”.

Lembre-se que quando a lei de Deus é dada de forma negativa, as coisas positivas estão implícitas. Se nada deve ser colocado à frente de Deus, então Deus é que deve receber adoração e honra (R. Crisp).

Quando Deus nos manda não ter outro Deus “diante de mim” Ele quer dizer “na Sua vista”. Por Ele ser onipresente (Sl 139.17-13), não há lugar que é lícito ter um outro deus além dEle. No coração (Ez 14.4), no pensamento ou no desejo (Mt 5.28), atrás as portas fechadas e pintados nas paredes (Ez 8.7-11), ou seja, em qualquer lugar no escondido é proibido erguer um deus além dEle (Dt 27.15; Jr 23.23, 24). Até se na nossa memória nos esquecemos de Deus, Ele está ciente – Sl 44.20, 21, “Se nós esquecemos o nome do nosso Deus, e estendemos as nossas mãos para um deus estranho, Porventura não esquadrinhará Deus isso? Pois ele sabe os segredos do coração”.

Deus deve ser adorado. Este dever envolve:

1. Amar a Deus – Mateus 22.37-38

2. Lembrar-se de Deus – Malaquias 3.16, Salmo 63.6

3. Recordar-se de Deus – Eclesiastes 12.1

4. Estimar ou Apreciar a Deus – Salmo 71.19

5. Deleitar-se em Deus – Salmo 37.4

Somente Deus deve ser objeto de nossa confiança – Jeremias 17.5-8

Somente para Deus nossas orações devem ser dirigidas – Mateus 6.9

Deus deve ser louvado – Salmo 100

Deus deve ser alvo de nossa gratidão – Tiago 1.17; Sl. 136

Versículo para memorizar: Êxodo 20.3. “Não terás outros deuses diante de mim”.

Compilado pelo Pastor Calvin Gardner
Correção gramatical: Edson Elias Basílio, 04/2008 e
Robson Alves de Lima 11/2011 Fonte: www.PalavraPrudente.com.br

Published inBíbliaCatecismo de C. H. Spurgeon