Skip to content

Estudo sobre Gênesis 32

[Índice]

INTRODUÇÃO

Jacó nem bem saiu de uma provação e já está passando por outra. Assim também é a vida do Cristão. Enquanto estivermos neste mundo a nossa luta não termina. Cada dia requer novas manifestações de fé. Tais provas não são apenas para serem suportadas, mas valorizadas pelos seus benefícios espirituais [I Pedro 1:7].

I. MAANAIM – VERSÍCULOS 1-2.

Enquanto Jacó se dirigia para sua casa, Deus lhe mostrou as hostes de anjos enviadas para protegê-lo. Como um memorial disto, ele chamou aquele lugar de Maanaim, que significa: duas hostes ou exércitos. Esta palavra é traduzida literalmente como “dois exércitos” no livro de Cantares de Salomão 6:13. Alguns crêem que havia duas hostes de anjos guardando Jacó. Entretanto, a visão correta seria que o grupo que estava com Jacó era uma hoste, e que a segunda, formada de anjos, os acompanhava.

Que verdade abençoada é revelada aqui. O povo de Deus e a Sua Igreja nunca estão sozinhos. Os anjos de Deus nos protegem [Salmo 34:7, II Reis 6:17]. O poder e a presença de Deus nos capacitam a sermos bem sucedidos na obra do Senhor [Mateus 28:18-20; I Coríntios 3:6]. Quando o mundo olha para a igreja de Deus, eles vêem somente pessoas com fraquezas e limitações humanas. Pelo olho da fé, vemos na Noiva – a Sulamita [Cantares de Salomão 6:13] – dois exércitos ou poderes. Nós trabalhamos com nossos corpos físicos, mas o poder de Deus é quem produz os frutos [II Coríntios 4:7]. Como as igrejas de hoje precisam saber que nosso sucesso depende da realização de que é um outro exército que nos defende e que um outro poder nos traz a vitória [Zacarias 4:6].

II. INCERTEZA – VERSÍCULOS 3-5.

Muitos anos antes Jacó havia fugido de Canaã com medo de Esaú. Aqui ele tem que voltar para sua terra. Jacó estava sendo torturado pelo medo de que Esaú estivesse ainda irritado.

Note a sabedoria dele na sua comunicação com Esaú:

A. Ele se apresenta como servo de Esaú. Esta forma de linguagem assegurava a Esaú que Jacó não tinha vindo ameaçá-lo ou pressioná-lo com relação ao direito de primogenitura.

B. Ao falar de suas possessões, Jacó estava deixando Esaú saber que ele não tinha necessidade de herança nenhuma. Ele não havia retornado para pegar nada de Esaú.

III. TEMOR – VERSÍCULOS 6-8.

Para a surpresa de Jacó, Esaú ouviu a respeito da volta dele e já o aguardava. Ele esperava pelo pior e estava se preparando para um verdadeiro desastre, pois dividiu o seu grupo em dois. Desta maneira ele esperava que pelo menos metade da família e do seu rebanho pudesse escapar. Como ele esqueceu rapidamente dos anjos e das promessas de Deus.

IV. ORAÇÕES EM TEMPOS DIFÍCEIS – VERSÍCULOS 9-12.

Deus nos convida a clamar pelo Seu nome em tempos difíceis [Salmo 50:15]. Jacó sabiamente se acalmou para orar a Deus. Note o padrão da oração:

A. Jacó relembra a sua posição na aliança de Deus [vers.9]. Ele era herdeiro da graciosa promessa feita a Abraão e Isaque, em essência ele estava dizendo: “Senhor, eu não sou digno de estar na Tua presença, mas venho como herdeiro das preciosas promessas feitas aos meus pais a respeito de Cristo”. Isto poderia ser definido como a versão do Velho Testamento da oração feita em “nome de Jesus”.

B. Jacó relembra que a presente prova ocorreu como resultado de sua obediência a Deus e a Sua Palavra [vers.9]. Ele não estava se queixando, mas dizendo: “Deus, o Senhor me colocou nesta posição, e agora eu te peço que me abençoe e proteja”.

C. Jacó confessa sua indignidade a Deus [vers. 10]. A humildade e a confissão dos pecados são necessários na oração [Mateus 6:12].

D. Jacó louvou e agradeceu a Deus por Sua bondade. Ação de graças não é somente um dever para com Deus, mas também ajuda a corrigir a nossa perspectiva das coisas espirituais. Ela é uma parte necessária da oração [Filipenses 4:6].

E. Jacó fez seu pedido [Filipenses 4:6].

F. Jacó relembrou as promessas de Deus [vers.12]. As palavras mais poderosas que podemos dizer quando oramos são: “Senhor Tu o disseste”. Deus quer que saibamos e usemos Suas promessas.

V. JACÓ TENTA APAZIGUAR ESAÚ – VERSÍCULOS 13-20.

Esta tática para apaziguar Esaú foi muito inteligente. Ao invés de entregar todo o rebanho de uma vez, os animais foram entregues em três grupos. Desta maneira o coração de Esaú foi sendo progressivamente abrandado. Os estudiosos da Bíblia têm opiniões diferentes a respeito da maneira de agir de Jacó. Este era mais um ato de esperteza, ou realmente uma tentativa de buscar união e demonstrar amor? Não importando como analisarmos as ações de Jacó, percebemos que o plano não trouxe a ele conforto ou segurança.

VI. LUTANDO EM ORAÇÃO – VERSÍCULOS 21-28.

Vemos aqui um fato extraordinário que provoca uma virada na História Bíblica. Nós freqüentemente destacamos esta passagem como uma das cenas mais sagradas das Escrituras. Aprenda aqui os segredos da oração persistente:

A. Oração – uma luta com Deus.

Na noite anterior ao encontro com Esaú, Jacó procurou um lugar solitário para orar. Enquanto lutava em oração, ele repentinamente se viu engajado em uma luta corporal. Seu oponente era um anjo [Oséias 12:3-4]. Ele não era um anjo comum, mas Deus em pessoa, que se manifestou várias vezes no Velho Testamento como o “Anjo do Senhor”.

Parece estranho que na oração Deus muitas vezes age como um inimigo. A oração se transforma em uma luta, como se Deus devesse ser convencido ou persuadido a ficar nos ouvindo. Deus age assim, para testar a importância de nossos pedidos, nossa persistência e nossa fé nas promessas de Deus [Mateus 15:21-28; Lucas 18:1-7]. O tempo que dedicamos buscando a Deus, é também um tempo de crescimento para nós.

B. Oração- Humilhar-se Perante Deus.

Enquanto lutava, Jacó se recusou a perder ou mesmo desistir. Nós sabemos que isto não era uma limitação do poder de Deus, mas Ele estava testando o coração de Jacó. Em determinado momento o anjo lhe tocou a juntura da coxa, delibitando-o e fazendo com que ele só pudesse agarrar no Anjo. Enquanto buscamos o poder de Deus para nossa vida através da oração, somos lembrados de que não possuímos nenhum poder em nós mesmos. Como Jacó, aprendemos que a nossa única fonte de poder está em nos apoiarmos em Deus. É muito duro para nós aprendermos enquanto estamos inteiros [II Coríntios 12:9-10].

C. A Oração Produz Confissão.

Quanto mais nos aproximamos de Deus, melhor enxergamos nossas próprias fraquezas. Antes do nome de Jacó ser mudado para Israel, ele tinha que admitir que Jacó era o nome dele. Devemos lembrar que o nome “Jacó” significava “usurpador, trapaceiro, maquinador”. Uma oração verdadeiramente honesta produz um auto-exame verdadeiro.

D. A Oração Perseverante Prevalece.

Jacó não podia ser desviado do desejo de ser abençoado por Deus [versículo 26]. Que coisa maravilhosa o fato do homem mortal poder prevalecer contra Deus! Que poder tem a oração! Como Deus é gracioso em permitir e nos tratar desta maneira.

O nome de Jacó foi mudado para Israel. Seu pedido por segurança foi atendido. Ele não somente sobreviveu como veio a ser um ancestral do Messias. Nós temos orações que não foram atendidas ainda? Nós necessitamos de mudanças em nossa vida e em nosso caráter? Há pessoas em nossa família que necessitam de Cristo? Vamos aprender com Jacó como devemos orar. Talvez se despendêssemos mais noites em oração, gastaríamos menos dias nos preocupando de nossos planos bem esquematizados.

VII. OUTROS PEDIDOS ! VERSÍCULOS 29-30.

Jacó procede e pergunta o nome do anjo. No jeito hebreu de pensar, nome significa a identidade completa de uma pessoa. Em essência, Jacó estava pedindo uma manifestação mais clara de Deus. Isso foi uma maravilhosa oração. Os santos do Velho Testamento não tiveram uma revelação tão completa de Cristo quanto temos hoje. Mesmo hoje devemos desejar do ver mais da glória de Deus.

VIII. UMA RELEMBRANÇA ! VERSÍCULOS 31-32

Jacó deixou o lugar de oração mancando. Sem dúvida isso relembrou ele de sua necessidade de se apoiar no Senhor. Talvez fosse seu “espinho na carne”.

A nação de Israel lembrou-se desse evento não comendo o nervo encolhido da juntura da coxa. Mesmo isto sendo uma tradição feita pelos homens, ela é uma ilustração da importância desse evento.

Published inGuia de estudo para Gênesis

Receba nossos informativos!

Cadastre seu e-mail para receber nossas novidades:

Obrigado. Cadastro efetuado com sucesso!