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Capítulo 25: As boas obras

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As Escrituras têm muito a dizer sobre as boas obras. Fomos criados em Cristo Jesus para as boas obras. (Efésios 2:10). Os crentes devem ter o cuidado de manter as boas obras (Tito 3:8). Os ricos deste mundo devem ser ricos em boas obras, prontos a repartir seus bens com os necessitados. (I Timóteo 6:18).

Nosso Senhor testificou que as boas obras do mundo são más. (João 7:7). Ele também testificou em relação aos fariseus, dizendo que as obras que faziam eram feitas para receberem elogios dos homens. (Mateus 23:5). Lemos também, na Bíblia, sobre obras mortas, obras da carne e obras do diabo. Assim, precisamos discriminar ao tratar do assunto sobre as boas obras.

1. A Qualificação para as Boas Obras.

Quem pode realizar uma boa obra diante de Deus? A Bíblia torna claro que ninguém, a não ser o salvo pode fazê-la. Efésios 2:10, Romanos 8:8, Hebreus 11:6.

As boas obras são o fruto do Espírito e somente os salvos têm o Espírito. As boas obras são o resultado da salvação e não sua causa. A ordem divina é primeiro salvação, depois o serviço. Somos salvos para servir a Deus e aos outros. Em cada plano, exceto na mecânica, tem que haver vida antes de haver atividade. Cada homem, por natureza, está morto em seus pecados e alienado da vida de Deus. Crer que um pecador pode trabalhar para ser salvo é uma grande heresia. Ver Tito 3:5, II Timóteo 1:9, Efésios 2:8-9. Tudo o que o perdido pode fazer, a fim de agradar e receber o favor de Deus é sem valor e precisa de arrependimento. Não há meio de obter o favor de Deus, a não ser por Seu Filho. “Mas agora em Cristo Jesus, vós, que antes estáveis longe, já pelo sangue de Cristo chegastes perto”. (Efésios 2:13).

2. A Natureza das Boas Obras.

Uma boa obra no sentido bíblico, que é o único sentido verdadeiro, é aquela que agrada a Deus e traz sobre quem a fez a aprovação e bênção de Deus. Um homem pode realizar um ato que seja considerado bom na concepção humana, mas Deus pode vê-lo de outra maneira. O que os homens talvez considerem bom, Deus pode rejeitar como mau. Os homens podem recompensar algo que Deus vai censurar.

Como se pode saber se o que fazemos é bom? Esta é uma pergunta muito importante. Multidões vivem no afã da tão chamada atividade cristã, executando nervosamente programas criados por homens, para no fim colherem apenas um terrível despertar e um grande desapontamento. Ler Mateus 7:22-23.

Não é nosso objetivo enumerar as boas obras que o crente pode fazer. Pelo contrário, queremos mostrar os elementos necessários em qualquer obra que a tornam uma boa obra à vista de Deus. Como indivíduos, aquilo que fazemos em particular pode variar, de acordo com nosso relacionamento com a sociedade e com nossas oportunidades. Observe:

A. Uma Obra de Fé é uma Boa Obra.

Fazer o que Deus manda, só porque Ele o manda, é uma boa obra. Uma obra de fé só é possível aos que têm fé. As obras de fé geralmente são opostas à razão humana. O capítulo 11 de Hebreus é cheio de obras de fé. A razão humana não determinou os atos de Noé, Abraão e outros mencionados neste capítulo. A única razão por trás de uma obra de fé é que Deus diz para fazê-la. E isto é tornar-se tolo aos olhos do mundo. Foi só porque Noé creu em Deus, que ele construiu a arca.

B. Uma Obra de Amor é uma Boa Obra.

Cristo disse: “Se me amais, guardai os meus mandamentos”. (João 14:15). I Coríntios, capítulo 13, enfatiza a necessidade do amor como ingrediente nas boas obras. A fé age por amor. (Gálatas 5:6). A fé e o amor são graças gêmeas dadas por Deus, e onde existirem certamente haverá boas obras.

O perdido, até onde vai atos externos, pode fazer uma boa obra; contudo, o motivo interno tanto quanto o ato externo são essenciais para uma boa obra diante de Deus. Um pouco de água fria, dado no nome de um discípulo de Cristo, é uma boa obra, ao passo que um presente de milhões de dólares para uma boa causa, talvez não seja considerado como tal. Eis o teste decisivo para cada boa obra: ela é feita para a glória de Deus e por amor a Cristo? Se for…

a. Ela não é feita em troca de recompensas humanas. Era este o motivo dos fariseus ao darem esmolas. Temo que muitos crentes professos queiram suas recompensas aqui e agora e portanto, o motivo deles é agradar aos homens e não a Deus. Este autor deve confessar que sua maior tentação é pregar para agradar os homens … algo que já foi confessado diante de Deus. Ele não se atreve a reivindicar um motivo santo para tudo o que já fez. Uma boa obra é feita para a glória de Deus e será recompensada por Ele no dia do juízo. Não é errado agradar aos homens, se eles ficam contentes em ver nossa busca para agradar a Deus.

b. Uma boa obra de amor não é feita por inveja nem contenda. “O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não trata com leviandade, não se ensoberbece. Não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal”. (I Coríntios 13:4-5).

c. Ela não será feita em busca de prêmios, aplausos, etc. Todos os tipos de meios são usados hoje, a fim de manter os membros da igreja ativos em alguma forma de atividade cristã. O que é necessário hoje é a pregação fiel da Palavra, falar a verdade em amor e depender completamente do Espírito Santo em relação aos resultados.

d. Um culto aceitável tem que fluir de uma comunhão íntima com Cristo. Se não tivermos aprendido a adorar em secreto, não podemos adorar em público. Se Cristo não é real para nós; se não andamos nem temos comunhão com Ele, é apenas zombaria falar sobre Ele aos outros. É apenas quando Jesus Cristo é precioso para nós que podemos sinceramente apontá-lO para os outros.

Paulo disse que a cristandade nos últimos dias seria caracterizada por pessoas “tendo a aparência de piedade, mas negando a eficácia dela”. (II Timóteo 3:5). Este é o resultado certo de muito culto público sem muita oração em secreto.

ILUSTRAÇÃO

Conta-se a história que, quando Handley Page fazia um vôo ao Oriente, ele e os companheiros desceram em Khobar na Arábia. Um rato, atraído pelo cheiro da comida, entrou no avião. Ao levantar vôo, o sr. Page descobriu a presença do rato ao ouvir o som que fazia ao roer as coisas. O piloto pensou horrorizado no estrago que aqueles dentes inclementes poderiam fazer a uma parte vital do avião. O que fazer agora? De repente, veio-lhe ao pensamento que um rato não agüenta altitude; ele foi feito para viver na superfície ou em tocas abaixo do chão. Por isso, o sr. Page decidiu voar bem alto; tão alto que ele próprio estava achando difícil respirar. Depois, apurou o ouvido para ver se ouvia algum som e para imensa alegria, encontrou o rato morto. Bem, há pestes morais na natureza da concupiscência carnal que guerreiam contra a alma: diversões mundanas de várias formas. Estas coisas mundanas não agüentam o ar do céu. Elas morrem na presença de Cristo, que morreu por nós. Orar e ler a Bíblia nos leva a uma altitude acima demais das diversões mundanas.

A IMPORTÂNCIA DAS BOAS OBRAS

As boas obras são importantes e também evidências necessárias da salvação. Elas não produzem a salvação, mas a manifestam. Não são a causa, mas o efeito do novo nascimento. “Porque somos feitura sua, criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus preparou para que andássemos nelas”. (Efésios 2:10).

As obras do crente, no tribunal de Cristo, serão rejeitadas ou recompensadas. Isto não é verdade em relação aos pecados do crente; eles foram levados por Cristo, em Seu próprio corpo, na cruz. Em relação à salvação, os pecados do crente foram colocados sobre Cristo e julgados nEle. Em relação à correção, são tratados nesta vida. (Hebreus 12:5-11). O crente será recompensado por suas boas obras quando Cristo vier. “Portanto, nada julgueis antes de tempo, até que o Senhor venha, o qual também trará à luz as coisas ocultas das trevas, e manifestará os desígnios dos corações; e então cada um receberá de Deus o louvor”. (I Coríntios 4:5).

Vamos nós trabalhar, somos servos de Deus,
Com o Mestre seguir no caminho dos céus;
Com o seu bom conselho o vigor renovar,
E fazer prontamente o que Cristo mandar!
Vamos nós trabalhar, os famintos fartar;
Para a fonte os sedentos depressa levar;
Só na cruz do Senhor nossa glória será,
Pois Jesus salvação pela graça nos dá!
Vamos nós trabalhar para Cristo, o Senhor,
Contra o reino das trevas será vencedor,
Ele então para sempre exaltado será,
Pois real salvação pela graça nos dá!
Vamos nós trabalhar, ajudados por Deus,
Que coroa real nos dará lá nos céus;
Na mansão dos fiéis o descanso será,
Pois Jesus salvação pela graça nos dá!

Coro
No labor com fervor,
A servir a Jesus,
Com esperança e fé
E com oração,
Até que volte o Redentor.

— William Howard Done, Cantor Cristão – Trabalho Cristão, Nº 422

Published inDefinição de doutrina – Volume 2

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