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Capítulo 18: Arrependimento para a vida

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É opinião do escritor que o povo na época de Cristo e dos apóstolos entendia melhor o significado desta palavra do que as pessoas hoje em dia. A primeira mensagem de João o Batista foi sobre o arrependimento, embora ele não defina o termo: “E, naqueles dias, apareceu João o Batista pregando no deserto da Judéia, e dizendo: Arrependei-vos, porque é chegado o reino de Deus dos céus” (Mateus 3:1-2). Nosso Senhor Jesus Cristo começou Seu ministério ao dizer: “Arrependei-vos, e crede no evangelho” (Marcos 1:15). Quando Cristo e os seus apóstolos pregaram o arrependimento, o significado da palavra estava fixado na mente do povo, de modo que não era necessária a sua definição. Mas o mesmo não é verdade hoje em dia. Há tanta confusão sobre a doutrina; tanto conflito de idéias; a palavra é usada com uma variedade de significado tão grande, que o pregador sofre, a fim de saber e ensinar o que arrependimento significa verdadeiramente. Se a pessoa não sabe o que é arrependimento, também não pode saber se já se arrependeu ou não. O autor acredita que muitos salvos estão confusos quanto ao assunto e ansiosamente se perguntam: Será que me arrependi? Creio que o crente normalmente tem uma melhor opinião em relação à fé salvadora do que em relação ao “Arrependimento para a Vida”. Contudo, se a pessoa tem certeza de sua fé em Cristo, também pode ter certeza de que já se arrependeu.

Arrependimento e fé são mutuamente abrangentes, como os dois lados de uma moeda. São graças inseparáveis; não se pode ter uma sem a outra. As duas doutrinas vão juntas de modo que entender uma vai ajudar a entender a outra. O Novo Testamento, às vezes, usa os dois termos a fim de expressar a experiência da salvação, ao passo que em outras vezes somente um ou o outro termo é usado. Quando lemos que o arrependimento é para a vida, a fé salvadora é implícita, e quando lemos que o crente tem vida eterna, o arrependimento é implícito. Embora inseparáveis, o arrependimento e a fé são também graças distintas, das quais a alma do homem participa. Paulo testificou: “A conversão (a mesma palavra traduzida como arrependimento) a Deus, e a fé em nosso Senhor Jesus Cristo” (Atos 20:21).

DEFINIÇÃO E AMPLIAÇÃO

Etimologicamente, arrependimento significa mudar de idéia (mente). Esta palavra vem do grego: metanoeo. O substantivo grego nous significa mente. O verbo grego noeo diz o que a mente faz: ela pensa ou considera. Assim, a preposição grega meta, ao ser ligada a noeo expressa a idéia de mudança. Então metanoeo (arrependimento) significa considerar o passado, relembrar e mudar de idéia (mente). É a reflexão tardia que se opõe à premeditação. No arrependimento, o pecador tem em mente seus feitos passados diante de Deus.

Se alguém acha que é minimizar uma grande verdade definir-se arrependimento como uma simples mudança de idéia, é bastante dizer que na Bíblia a mente inclui o que chamamos coração. A mente inclui os sentimentos tanto quanto o intelecto. Lembre ainda que o arrependimento bíblico é uma mudança de mente quanto ao pecado e em relação a Deus. A mente carnal é inimizade contra Deus. Sendo assim mudar a mente de inimizade por amor a Deus não é uma mudança qualquer ou pequena.

É tão difícil quanto ressuscitar um morto ou criar um mundo. Talvez alguém pergunte: Como um pecador pode se arrepender, já que um rio não pode correr acima do seu leito? A resposta é óbvia: não podemos nos arrepender se não for pela graça de Deus. A Confissão de Fé de New Hampshire diz: “O arrependimento e a fé são responsabilidades sagradas e também graças inseparáveis, operadas em nossas almas pelo Espírito regenerador de Deus”. Esta afirmação simples encontra apoio amplo nas Escrituras. Paulo escreve que “com mansidão” devemos instruir. “Instruindo com mansidão os que resistem, a ver se porventura Deus lhes dará arrependimento para conhecerem a verdade” (II Timóteo 2:25). Veja também Atos 5:31 e 11:18. Devemos pregar a responsabilidade de se arrepender, ao mesmo tempo em que oramos para que Deus dê o arrependimento.

A ordem divina, quando se usam arrependimento e fé é: arrependimento e fé e não vice versa. No arrependimento, o pecador toma o lugar de pecador; na fé, ele recebe Cristo como Salvador! No arrependimento a pessoa se vê como pecadora diante de Deus; na fé, ela vê Cristo como Salvador da ira de Deus. No arrependimento a pessoa está cheia de tanto pecar; na fé, Cristo é precioso. No arrependimento o pecador está desamparado; na fé, Cristo é poderoso para salvar. No arrependimento há tristeza pelo pecado; na fé, há alegria por causa da salvação. No arrependimento o pecador não confia nem em si; na fé, ele confia no Senhor Jesus Cristo! Um homem que reverteu a ordem divina e colocou a fé antes do arrependimento, pediu, certa vez, ao autor, para explicar como se podia arrepender-se em relação a Deus, quem não cria primeiramente que há Deus. Esta pergunta revelava a idéia do homem sobre a fé. Para ele, fé era simplesmente acreditar na existência de Deus, algo que os demônios também crêem (Tiago 2:19). É lógico que se precisa acreditar primeiro que há Deus, antes de se arrepender, mas esta não é a fé que salva. Na fé salvadora há o elemento da confiança em Cristo, o Qual tirou o pecado com o sacrifício de Si mesmo.

Nosso Senhor Jesus disse: “Arrependei-vos, e crede no evangelho”, colocando assim o arrependimento antes da fé. Urgir um pecador impenitente a confiar em Cristo é como pedir a uma pessoa sã a tomar um remédio ou como pedir a um ricaço para sair pedindo esmola. Arrepender-se é o efeito de se ver como realmente se é: arruinado, culpado, perdido e no perigo do inferno. Arrepender-se é o efeito de ver o pecado como ele é. O homem natural, moralmente falando, é cego: o pecado parece atrativo e fascinante. O homem natural tem um paladar estragado. Ele chama o doce, amargo e vice versa; confunde o bem com o mal; não entende nada sobre o que é certo e o que é errado. É o Espírito Santo que causa o arrependimento. Quem pega a espada, a Palavra da Verdade, e mata a auto-estima e a justiça própria naturais do homem, o faz exclamar: “Que é necessário que eu faça para me salvar”? (Atos 16:30)

O arrependimento envolve dois fatos: o fato do pecado e do fato da graça. Se um homem não fosse pecador, não precisaria se arrepender. Se Deus não fosse gracioso, não adiantaria nada tal arrependimento. O autor, certa vez, participou de uma Conferência Bíblica com certos irmãos que insistiram que o arrependimento nada tem a ver com o pecado. Um deles desafiou a quem quisesse, a encontrar na Bíblia “arrependimento para o pecado” ou a ordem de se “arrepender do pecado”. Os que seguem este tipo de pensamento dizem que arrependimento é a atitude de alguém em relação a Cristo e que a pessoa se arrepende quando confia em Cristo como Salvador. É verdade que as palavras “arrepender-se do pecado” não se encontra na Bíblia, mas temos expressões equivalentes em vários lugares. Lemos em Jeremias 8:6 que “ninguém há que se arrependa de sua maldade”. Em Apocalipse 2:21 vemos que Jezabel recebeu tempo “para que se arrependesse da sua prostituição”. Apocalipse 9:20-21 nos diz que certos homens que não morreram por causa das praga “não se arrependeram das obras de suas mãos”. Vemos assim que o arrependimento implica em pecado e tristeza por causa dele e uma mudança de atitude sobre ele, em relação a Deus. Ninguém, a não ser um pecador pode se arrepender, e não há nada do que se arrepender, a não ser do pecado. É um absurdo falar-se em se arrepender por fazer o que é bom.

A NATUREZA DO ARREPENDIMENTO

1. O arrependimento não é obra que se faça, a fim de se salvar. Isto entraria em conflito com muitos versículos das Escrituras que ensinam a salvação sem ser por obras (Efésios 2:8-10, Tito 3:5, II Timóteo 1:9 e muitos outros). O arrependimento não se faz com as mãos, mas se sente na alma. Não é um ato benevolente, embora a benevolência seja fruto do arrependimento. Certo homem zombava do arrependimento como se fosse uma coisa feita de caridade e por isso ridícula e inútil. Esta zombaria pelo arrependimento e a afirmação de que se pode arrepender através de obras de caridade são totalmente contra o que a Bíblia ensina. Quem nunca chora seu pecado, não vai se regozijar nunca em Cristo como Salvador.

2. O arrependimento não é um exercício corporal. É interno, ao invés de externo; a atitude interior da alma e não o exercício exterior do corpo. Jó sentou-se sobre cinzas ao se arrepender, mas sentar-se sobre cinzas não é arrependimento. O publicano batia no peito ao se arrepender, mas bater no peito não é arrependimento. O sentar-se sobre cinzas e bater no peito são sinais externos de como estes homens se sentiam na alma. O pecado era uma coisa atroz para os dois.

3. O arrependimento não é uma tristeza interna que serve como preço da salvação. Não existe mérito nenhum; pelo contrário, é a falta de mérito consciente. Ao se arrepender, o pecador diz realmente: “Não trago nada nas mãos, apenas me agarro à Tua Cruz”. Arrepender-se é esvaziar-se de toda a auto-confiança, confiando apenas em Cristo como única base para a salvação. Não há limite específico de tempo, durante o qual se arrepender, nem certo grau de tristeza a se sentir. Isto porque a tristeza não é o preço da salvação. A pessoa se entristece ao ver sua condição como perdido. Ela se entristece por não ser salva e não a fim de se salvar. O pecador não pode ser salvo através da tristeza que sente. A tristeza revela seu interesse na salvação, mas não fará por onde merecê-la. Vamos ao médico fazer um check-up só como medida de precaução. Ele faz um exame geral e lhe diz que está com câncer. Com certeza, isto causa dor e ansiedade. Mas toda a tristeza que sentir não contribuirá em nada para sua cura. Suponha que o médico lhe assegure que você pode ficar bom, sem cirurgia. Se acreditar no médico, terá paz de espírito sem igual. Porém, se continuar agoniado, mostrará que não confia nele. Do ponto de vista do pecador, não existe necessidade nenhuma de ficar todo tempo arrasado por causa do pecado. Assim que ouvir sobre sua perdição e sobre a salvação eterna em Cristo, ele deve confiar em Cristo e parar de ficar triste. Um pastor (pregador) nunca deve dizer ao pecador aflito para continuar triste. Pelo contrário, deve dizer-lhe para crer no Senhor Jesus Cristo e ser salvo. Contudo, do ponto de vista soberano de Deus em lidar a este respeito, muitas vezes Ele permite que o pecador sofra e lute contra o pecado durante muito tempo, antes de mostrar-lhe a suficiência de Cristo como Salvador.

4. O arrependimento não é a auto-tortura do corpo. Isto é confundir arrependimento com penitência, que é algo meritório. O monge faz penitências ao dormir no chão ou usar um hábito rústico que coça. Lutero a fazia subindo “de quatro” uma escadaria em Roma. Quando Anselmo de Canterbury morreu, suas roupas estavam cheias de tapurus, aos quais mantinha, a fim de mortificar a carne.

Deixemos um católico romano nos dizer o que é penitência. Vamos citar o Dr. Chaloner no “Catholic Christian Instructed” (O Cristão Católico Instruído). Pergunta: O que quer dizer com sacramento da penitência? Resposta: uma instituição de Cristo, pela qual nossos pecados são perdoados, quando caímos após o batismo. Pergunta: Em que a penitência consiste? Resposta: por parte do penitente, consiste de três coisas; contrição, confissão e satisfação. A satisfação significa uma execução fiel da penitência prescrita pelos sacerdotes (padres).

Chama-se a penitência de segunda tábua da salvação após o naufrágio. É o modo de se salvar pela segunda e subseqüentes vezes após a primeira salvação. Através do sacramento do batismo. É assim que a Igreja Católica ensina.

5. O arrependimento não é um termo difícil, imposto por Deus, para a salvação. Isto tornaria inconsistente a salvação de Deus, que não é difícil, mas fácil. Se a salvação fosse difícil, ninguém podia ser salvo, pois a natureza humana não tem força para fazer o bem. Se a salvação é pela graça, por meio da fé; se é sem dinheiro e sem preço; se é um dom de Deus, como se pode dizer que é difícil? Sem dúvida quem a torna difícil não é Deus, mas sim o orgulho do coração pecaminoso. É o orgulho e a auto-suficiência que leva a pergunta: que bem devo fazer para obter a vida eterna? Com certeza temos que porfiar por entrar pela porta estreita, mas esta luta não é com o Salvador que está disposto a salvar e sim contra uma natureza (a pecaminosa) que quer ter espaço para se vangloriar. Tudo em nossa natureza egoísta e auto-confiante luta contra a salvação pela graça, por meio da fé.

6. O arrependimento bíblico é em relação a Deus. Alguém pode se arrepender em relação aos pais. Um jovem rebelde fugido de casa, e que deixou em pedaços o coração dos pais pela vida triste em que vive, pode chegar às lágrimas ao ouvir falar do lar antigo e da tristeza dos pais já velhinhos. Talvez até mude de idéia em relação aos pais e volte para casa, a fim de cuidar deles no fim da vida. Porém, este não seria o arrependimento bíblico nem evangélico.

7. O arrependimento para a vida inclui a fé no Senhor Jesus Cristo. Diz respeito a Cristo como Salvador e a Deus como Legislador (doador da lei). Não acaba em desespero, mas sim em esperança. Judas se arrependeu e enforcou-se. Este não foi o arrependimento bíblico e uma palavra diferente, no grego, é usada para descrevê-lo. No arrependimento bíblico percebe-se o pecado; aborrece-se o pecado e abandona-se o pecado no coração, quando a pessoa vai a Cristo para a salvação. O crente nunca poderá, nesta vida, parar de pecar, mas em seu coração ele o quer. Alguém já chamou arrependimento de repúdio ao pecado. No arrependimento verdadeiro há não somente o desejo de se escapar das conseqüências do pecado, mas também de se livrar dele, como algo que desagrada a Deus. O tão-chamado arrependimento (que não é verdadeiro) pode ser ilustrado na oração, de uma menininha: “Ó Deus, faz-me boazinha. Não bem boazinha, mas boazinha o bastante para não levar uma surra”. O arrependimento verdadeiro é a graça permanente que habita na alma. É uma atitude que pertence à vida cristã inteira, em relação ao pecado e ao Salvador. À medida que se cresce na graça, o pecado se torna cada vez mais odioso e Cristo se torna mais e mais precioso.

A NECESSIDADE DO ARREPENDIMENTO

A necessidade do arrependimento foi enfatizada por Cristo, por João o Batista e pelos Apóstolos. Nosso Senhor Jesus Cristo pregou: “Não, vos digo; antes, se não vos arrependerdes, todos de igual modo perecereis” (Lucas 13:5). Paulo pregou que Deus anuncia: “agora a todos os homens, e em todo o lugar, que se arrependam” (Atos 17:30). Vamos notar algumas razões para o arrependimento.

1. A salvação sem arrependimento encheria o céu de gente que odeia a Deus e ama o pecado. Perpetuaria a rebelião ao transferir os rebeldes da terra para o céu. A salvação é o livramento de uma pessoa do pecado e não apenas de um ambiente pecaminoso. A fé em Cristo sem arrependimento para com Deus faria de Cristo nada mais do que uma “escada de incêndio”, nada mais do que um Libertador do inferno. Mas Cristo é o Salvador do pecado tanto quanto do castigo pelo pecado. Um elemento no arrependimento é o ódio pelo pecado e odiar o pecado é amar a Deus.

2. A recusa em se arrepender é ainda pior do que o pecado pelo qual se deve arrepender. Pode-se dizer uma mentira, um pecado horrível, mas recusar-se a se arrepender é pior. Por que? Porque pode-se mentir por causa do medo ou outra fraqueza da carne, mas deixar de se arrepender é justificar a mentira. Pedro negou a Jesus por fraqueza e medo, mas não justificou a negação. Ele chorou amargamente; arrependeu-se. Não se entregou ao desespero, como Judas, mas agarrou-se ao Senhor e saiu lucrando aos ser perdoado. Sua queda o curou da vanglória e ensinou-lhe que precisava de uma lição de humildade.

Davi manifesta o espírito do verdadeiro arrependido (penitente) no Salmo 51. Na parábola do filho pródigo temos um exemplo clássico de arrependimento. Temos o coração do pai, a provisão do pai e o arrependimento do filho que saiu de casa com um espírito de orgulho e independência, que era pecado contra o pai. Foi caindo cada vez mais no pecado até se ver em pobreza abjeta: roupas de trapos, fome e ocupação vergonhosa. Sente vergonha de tudo isto, mas ainda não é arrependimento. Então vem uma mudança de atitude em relação ao pai. Ele volta para o pai num espírito de contrição e confissão. Não volta para se gabar do sucesso longe do pai, mas para confessar seu erro e necessidade. Não volta com uma oferta, para ser aceito pelo pai. Não tem nada a oferecer, a não ser os trapos e uma vida destruída. A única esperança de aceitação era o amor do pai, que lhe perdoou tudo. Será que cada filho da graça lê a história de sua vida na experiência do filho pródigo? Esta parábola não ilustra fé em relação a Cristo, mas somente o arrependimento para com Deus. Ela não tem nada sobre Deus como Legislador, mas somente como Pai. Não dá a base da aceitação do pecador diante de Deus, mas o fato desta aceitação. Não tem nada a dizer sobre a doutrina da expiação, e não foi dada como retrato completo do caminho da salvação. Cristo a contou aos fariseus e escribas, como resposta à reclamação deles ao receber publicanos e pecadores. Quem usa esta parábola para negar ou diminuir a verdade sobre o sangue da expiação, faz com que ela sirva a um propósito que Cristo não pretendia que tivesse. Também não dá um retrato completo de Deus, pois Ele é Juiz tanto quanto é Pai. Não nos dá, como disse certo liberal, a própria essência do evangelho. Porque o coração do evangelho é a história de Cristo crucificado. O evangelho tem a ver com Aquele em Quem temos a redenção, através do Seu sangue, a remissão do pecado. O arrependimento está associado à remissão e sem derramamento de sangue não há remissão (Hebreus 9:22). O sangue de Jesus Cristo foi derramado para que Deus fosse justo ao justificar o crente (Romanos 3:24-26). Por outro lado, não há remissão sem a morte de Cristo; nem remissão sem o arrependimento por parte do pecador. Que o autor e o leitor se prostrem em adoração à sabedoria de Deus na salvação do homem!

Published inDefinição de doutrina – Volume 2

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